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Quantas fotos o seu menu realmente precisa

Antes de contar os pratos, conte os lugares onde o cliente vê a sua comida. A lista costuma encolher.

Retrato de Mikhael Treska
Mikhael Treska 13 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Mesa de madeira com vários pratos servidos

Quando um dono de restaurante me pede orçamento para “fotografar o cardápio inteiro”, respondo com uma pergunta: onde cada uma dessas fotos vai aparecer? Na maioria das vezes ninguém pensou nisso ainda. E a resposta muda o tamanho do trabalho, o preço e o que você recebe no final.

Comece pelo lugar, não pelo prato

Cada canal pede uma quantidade diferente de foto.

No aplicativo de delivery, todo item que você vende ali merece uma imagem. O cliente rola uma lista, compara com o restaurante do lado e pula o que não consegue ver. Um item sem foto fica parecendo esquecido.

No cardápio do salão, impresso ou por QR code, a conta é outra. Poucas fotos, dos pratos que você quer que o cliente peça, funcionam melhor que uma foto por página. O cliente já está sentado, com fome, e decide pelo destaque.

No Instagram você precisa de variedade ao longo dos meses, e não do cardápio completo de uma vez. Um prato fotografado de três jeitos rende mais post que três pratos com uma foto cada.

Separe o cardápio em três grupos

1. Os que mais vendem

Abra o relatório do caixa ou do aplicativo e veja quais itens aparecem no topo. Esses ganham foto própria, feita com calma e entregue em todos os formatos que você usa.

2. Os que você quer vender mais

Todo cardápio tem aquele prato com margem boa que sai pouco. Às vezes ele sai pouco justamente porque ninguém consegue imaginar como ele é. Esse também entra na lista.

3. O resto

Aqui dá para economizar sem enganar ninguém. Variações que mudam pouco na aparência, como tamanho da porção ou ponto da carne, podem usar a mesma foto. Sabores que mudam a cor ou o recheio precisam da sua, porque o cliente vai receber algo diferente do que viu. Bebidas industrializadas podem usar a imagem da embalagem.

Mão apoiada sobre um cardápio aberto na mesa
No salão, o cliente decide pelos destaques. Poucas fotos bem escolhidas pesam mais que uma por página.

Não esqueça o que não está no cardápio

O site e o perfil no Google pedem outro tipo de imagem: a fachada, o salão com as mesas postas, a equipe trabalhando. São poucas fotos e dá para fazer no mesmo dia da sessão de pratos. Quem procura um restaurante novo quer saber como é o lugar antes de decidir ir até lá.

Conte os lugares onde o cliente vê a sua comida antes de contar os pratos.

O que eu faria no seu lugar

Imprima o cardápio e pegue três canetas de cores diferentes. Marque de uma cor o que vende mais, de outra o que você quer vender mais e deixe o resto sem marca.

  • Some os itens marcados. Essa é a sua lista para a primeira sessão.
  • Anote em quais canais cada um aparece: app, salão, redes.
  • Inclua quatro ou cinco fotos de ambiente para o site e o Google.

Na maioria das conversas, a lista final fica bem menor que o cardápio inteiro, e o orçamento que sobra vai para fotografar melhor os pratos que de fato pagam as contas.

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Retrato de Mikhael Treska
Mikhael Treska

Fotógrafo de comida em Curitiba há sete anos. Fotografa cardápio, delivery e campanha para restaurantes de todo o Brasil, e ensina outros fotógrafos na Academia Mitreska.

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